A maioria das substâncias se comporta de maneira previsível. Eles encolhem à medida que esfriam. As moléculas desaceleram, ficam mais compactas e o material se torna mais denso. A água é a exceção a esta regra. Ele desafia a física padrão do resfriamento.
Quando a água congela, ela se expande. A estrutura molecular forma uma rede rígida que ocupa mais espaço que o estado líquido. O volume aumenta. A densidade cai. É por isso que o gelo é mais leve que a água. Ele flutua.
Essa anomalia é mais importante do que apenas manter sua bebida gelada. Ele molda ecossistemas, geologia e história humana. Pegue o iceberg. Um enorme bloco de água congelada não fica totalmente submerso. Apenas um quinto a um oitavo do seu volume total emerge da superfície. O resto se esconde debaixo d’água.
Essa massa oculta torna os icebergs perigos terríveis para a navegação. Você não pode ver o perigo até que seja tarde demais.
O exemplo mais famoso é o Titanic. Em abril de 1912, o transatlântico de luxo bateu em um iceberg durante sua viagem inaugural. A colisão rompeu o casco. O navio afundou. O desastre matou 1.517 pessoas.
Por que isso acontece? As ligações de hidrogênio nas moléculas de água criam uma estrutura aberta quando congeladas. Moléculas de água líquida deslizam umas sobre as outras. As moléculas de gelo se fixam no lugar. O resultado é uma densidade mais baixa. O gelo flutua. Esta camada de isolamento realmente protege a água abaixo do congelamento de sólidos. A vida aquática sobrevive. Sem esta peculiaridade, os lagos e oceanos poderão congelar de baixo para cima. A vida como a conhecemos teria dificuldade em existir em climas frios.
Então, o gelo flutuante que você vê em um lago é um sinal de vida. A parte submersa é uma lembrança da física. E para os marinheiros, é um lembrete de como a natureza pode facilmente sobrecarregar a engenharia.
O Titanic era inafundável, disseram eles. Não foi. Ice não se importa com reputação. Apenas se expande.















